segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Arte e Saudade

Não sei porque mas hoje pra mim é um dia de nostalgia.
Olhei por um minuto para um passado vivido que no tempo ficou perdido,
mas a saudade ficou comigo.

Saudade da faculdade e da História.
Saudade da biblioteca em que eu passava as tardes quando trabalhava na pinacoteca.
Saudade das novas experiências que hoje se tornaram antigas,saudade de uma grande amiga chamada Letícia.
Saudade do chefe,da secretária e daquela que de longe se reconhece com o seu cabelo red black.

Saudade da pequena Marcelly,saudade de um talentoso tecladista que muitas vezes ataca de humorista.
Saudade dos meninos do jardim,das companheiras de matina que foram ao todo cinco.Aquelas loucas,alegres e nervosas!
Saudade das turminhas de escola,das crianças enlouquecidas,das adolescentes desconfiadas e dos meninos cheios de graça.

Saudade de muitos visitantes,daqueles que até hoje são constantes e dos que apenas uma vez só se viu.
Saudade da música,da alegria,saudade da peça,de um palhaço,do elenco e da platéia.
Saudade das telas,pinturas e do artista.

Saudade das palavras,de um texto e de um autor. Saudade de um mundo de artista,de arte!

Saudade até dos velhos pincéis de um certo pintor caiçara que eu aprendi a admirar.
Saudade do cheiro de antigo,da mansão,de uma escada,de um barão e de sua bela Edith.
Saudade do tempo em que eu viajava no templo da nostalgia santista.

Tábata Vargas




Lembranças de História


Às vezes me pego lembrando dos momentos ali vividos,das informações adquiridas que com o tempo fizeram sentido em minha vida.
Informações que se agregaram ao meu pouco conhecimento e que permitiram me sentir menos ignorante.

Às vezes me pego lembrando de uma turma desgovernada,da rivalidade de uns e da implicância de outros.Das simples e verdadeiras amizades movidas pela fé e das falsas alianças alimentadas por interesses incomuns.

Às vezes me pego lembrando das noites de discórdia causada pela arrogância alheia. E das noites de calmaria originada pelo cansaço da rotina de trabalho somada as horas de estudo.
Aquela nítida gargalhada concebida por alguma besteira que rolou no ar,por algum erro de colega ou qualquer coisa parecida.Aquele que pendia de sono nas aulas mais lentas.

Às vezes me pego lembrando dos trabalhos individuais,das provas em dupla e atividades com consulta,e essas duas últimas traziam certa euforia. Das excursões que serviam de aulas "práticas". Do olhar de cada colega ao contemplar a arte, o desconhecido.

Às vezes me pego lembrando daqueles jovens senhores que com bravura tentavam transformar algumas vidas.Alguns deles o faz por obrigação; outros por amor,por prazer; mas apenas um ou dois tiveram a coragem de se aventurar. Mergulharam de cabeça no novo, e alcançaram com glória o objetivo de ensinar.

São esses que hoje me inspiram,são neles que eu me espelho, pois sei que ainda há tempo para realizar o meu sonho.
Só quero me tornar um deles,mestres da vida que fazem da História o seu cotidiano.
Só quero me tornar um deles, que possuem o poder de transformar o abstrato e ajudam na concretização de um futuro.

Tábata Vargas